Esclarecimento sobre a questão do arsênio

 

A Kinross rejeita categoricamente todas as alegações publicadas em alguns sites e páginas de Facebook, relativas à problemas de saúde supostamente causados pela atividade de mineração de ouro. Tais alegações são irresponsáveis e não possuem qualquer embasamento científico.

Assim esclarecemos que:

– Estudos concluídos em 2013, para avaliar o potencial de contaminação da mineração de ouro em Paracatu há mais de 20 anos, demonstram que não existe qualquer tipo de evidência de contaminação ambiental ou da população de Paracatu, por arsênio. Esses estudos foram conduzidos pelo CETEM em parceria com FIOCRUZ, Instituto Evandro Chagas, Faculdade de Ciências Médicas da USP, o Centro de Desenvolvimento Sustentável da UNB e a Pós Graduação da Geoquímica Ambiental da UFF e também pela UFMG – INCT Acqua, em convênio com a Universidade de Queensland- Austrália.

– Os estudos do CETEM concluem: “Nas atuais condições, a população de Paracatu não está exposta a teores de As via consumo de água de abastecimento que representem riscos à saúde humana”. “ Os teores médios de arsênio em urina da população amostrada em Paracatu, bem como os teores de arsênio em cabelo e sangue indicam baixa exposição ambiental da população de Paracatu ao arsênio”. E o principal “O estudo epidemiológico indicou que a população não mostra taxas de mortalidade por tipos de câncer com associação à exposição ao arsênio acima do observado para diversas cidades brasileiras, regiões e no país; nem casos de dermatopatias referidas à exposição ao arsênio”. (Relatório Final Avaliação da Contaminação Ambiental por Arsênio e Estudo Epidemiológico da Exposição Ambiental Associada em População Humana de Paracatu, Dezembro de 2013). Informamos ainda que tais resultados foram apresentados pela equipe do CETEM, em audiência pública para a população de Paracatu, em dezembro de 2013.

– É reportado na literatura técnica internacional que a contaminação por arsênio em alimentos (principalmente arroz) é a principal fonte de exposição ao arsênio na população mundial (The Toxic Side of Rice, Nature Vol 514, October 2014). Além disto, a água naturalmente enriquecida com arsênio é a maior ameaça à saúde pública relacionada com o As, em especial nas regiões endêmicas como no Bangladesh, Índia, Taiwan, Argentina e outros locais onde o as encontra-se naturalmente nas rochas adjacentes a aquíferos. Outras fontes significativas de contaminação ligadas ao arsênio incluem os processos industriais (fotos apresentadas no artigo) como fabricação de preservativos de madeira, herbicidas e aditivos na alimentação animal e granjas.

Finalmente, reforçamos nosso compromisso de longo prazo com o desenvolvimento de Paracatu, com a saúde e segurança de nossos empregados e da população do município.

Kinross Brasil Mineração S/A